ANO: 2013
ONDE: Teatro MuBE Nova Cultural (São Paulo – SP)

Estrelada por Marcos Oliveira e dirigida por Jair Assumpção, a comédia Biografia Não Autorizada, estreia no dia 1º de março, sexta-feira, no Teatro MuBE Nova Cultural, às 21h30. O Texto – assinado por Daniel Torrieri Baldi e Maristela Bueno – conta a história de um ator que resolve escrever sua própria biografia quando se vê esquecido e desprezado pela mídia.

 Por meio de sua autobiografia, Modesto Valadares quer escancarar a sua revolta com os bastidores da televisão e se vingar de todos aqueles que o prejudicaram no decorrer da sua carreira. Misturando comédia, drama e sarcasmo, o espetáculo traz Marcos Oliveira como protagonista num hilário debate com a própria consciência – interpretada pelo ator Tiago Robert. A consciência vem à tona para contar a grande verdade: quem sempre buscou reconhecimento e imortalidade como encara agora a mortalidade?

O diretor Jair Assumpção diz que “a peça representa o tragicômico da vida do ponto de vista de um ator que teve os holofotes da televisão ao seu favor e, na velhice, se vê relegado ao terceiro plano”. E completa: “Este texto revela o saber irônico da comédia da vida com sua dor física, moral e emocional. O público vai se identificar com a humanidade da personagem que traz a comédia nas memórias absurdas e a visão cômica do real”.

Biografia Não Autorizada promove este cômico encontro do ator com sua consciência em um minúsculo e entulhado apartamento, onde guarda seus restos de glória e sua solidão. Só lhe resta a miséria da vida. Ele bebe para anestesiar a dor e faz uso de remédios para esquecer seu drama. O diretor explica que o contraste entre o sonho e a realidade da personagem é discutido com muito bom humor, passando por fatores como sorte, imaturidade, vaidade e a não percepção da realidade à sua volta. “A consciência provoca, instiga e questiona; revela o indizível. Quem sairá vitorioso nesse embate?”

Marcos Oliveira defende que o personagem é mais real do que fictício e está muito próximo da realidade dos atores brasileiros. “Muitos atores passam pelo auge e depois chegam ao fundo do poço. A peça questiona essa instabilidade. É muito fácil você ter reconhecimento e depois não ter mais; é nesse momento que a gente começa a lidar com os nossos sonhos e pesadelos.”

O diretor acredita na importância de mostrar esse lado tragicômico da vida dos artistas. “A profissão de ator é regulamentada no País, porém muitos profissionais não têm acolhimento algum no final da vida. A TV estimula não só o talento, mas também o uso da imagem e da beleza. Há um abandono e o que sobra são pedaços de memórias risíveis e coisas dramáticas”.  Assumpção finaliza dizendo que ícones como o artista, a TV e a velhice são desvendados nesta comédia.

Ficha técnica:

Texto – Daniel Torrieri Baldi e Maristela Bueno
Direção –
Jair Assumpção
Diretora Assistente –
Nara Marques
Direção de Produção –
Daniel Torrieri Baldi
Direção de Arte e Adereços –
Mônica Nassif
Figurino –
Paula Sabbatini
Iluminação –
Salsicha
Trilha Sonora e Sonoplastia –
Fábio Sá
Produção Executiva –
Mariana Marcondes
Direção de Cena –
Nicolau Ayer
Visagismo –
Paula Sabbatini e Kene Heuser
Preparação Corporal –
Felipe Hofstatter
Assistência de Produção –
Gustavo Amaral
Cenotécnica –
M.E. Serviços Cenotécnicos
Operação de Luz –
Alex Sandro Duarte
Operação de Som –
Marcelo Santiago
Camareira –
Edite Nartis Sanches
Cabelo e Maquiagem –
Junior Moicann
Contrarregra –
Marcelo Santiago
Administração –
Fernando Rossilho e Anna Amélia Torrieri Baldi
Contabilidade
– Eduardo Belvedere
Assessoria de Imprensa –
Verbena Comunicação
Design Gráfico e Fotografia –
Francisco Júnior
Comercialização –
Elo3
Elenco –
Marcos Oliveira e Tiago Robert

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